Diamantina revela muitas surpresas para o visitante.
Tanto o centro histórico quanto os arredores da cidade reservam
momentos de descoberta, tranquilidade e contato direto com a natureza.
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Falar em Diamantina é falar da pedra preciosa,
da qual germinou uma sociedade pujante. Homens, história
e natureza. Esta combinação perfeita traduz-se em alternativas
para o visitante.
O passeio começa pelo centro histórico da cidade,
pelos becos que constróem um lúdico labirinto. Quem está
dentro quer se perder nos detalhes. Não perca oportunidade
de presenciar uma seresta, à noite, e reviver o mais autêntico
"espírito diamantino". Entre nas lojas, conheça o artesanato,
com seus tapetes arraiolo. Visite o casario, as igrejas,
desapressadamente... O coração diamantinense pulsa mais
forte na rua da Quitanda e no Beco do Mota.
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Do cruzeiro, no morro de Santo Antônio, é possível
ter uma panorâmica da cidade. Em meio à imponência desoladora
da natureza, Diamantina desponta como uma jóia. Próximo ao mirante
está o Caminho dos Escravos, construído a duras penas pelos negros,
para dar acesso às lavras do distrito de Mendanha. Pesados blocos
de pedra, cuja argamassa dá a impressão de ter sido o suor e o
sangue de quem o construiu.


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Os distritos de São Gonçalo do Rio das Pedras
e Milho Verde chamam a atenção. Pertencem ao Serro (cidade
vizinha), mas compõem inevitavelmente a história e as belezas
naturais da região de Diamantina. Há também os distritos
diamantinenses de Curralinho, Conselheiro Mata (um paraíso),
Extração e Mendanha. Um povo humilde, um jeito peculiar
de levar a vida, um passado de glória. Minas encontra um
pouso merecido nestes pequenos povoados. Muitas trilhas
serpenteiam a serra, exigindo disposição e tempo dos visitantes,
como a subida ao Pico do Itambé.
Na estrada para os povoados de Extração e do
Vau, está a gruta do Salitre. Com certeza é um passeio imperdível.
É como estar numa catedral gótica majestosamente arquitetada
pela natureza. Uma beleza sem par, única. Existe uma entrada
estreita, protegida por altas colunas de pedra, com cerca
de 60 metros. Levam ao interior, onde uma belo vão circular
reside decorado por um jardim. Lá dentro está a entrada
da gruta propriamente dita, a qual recomenda-se visitar
apenas com a presença de um guia experiente. Neste paraíso
se escondiam os negros fugidos das lavras, às vezes com
uns poucos diamantes roubados e um sonho de liberdade.
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As cachoeiras também despontam como atrativos turísticos.
Mais conhecidas são a dos Cristais, a Sentinela e a da Toca. As
duas primeiras ficam na estrada que leva ao povoado de Biribiri
(biri = buraco, em tupi-guarani). O lugar parece saído dos sonhos
de uma criança. Tem igreja (cujo relógio foi doado pela família
imperial), pequenas casinhas, escola, represa, usina... tudo limpinho.
Remota ao séc. XIX (1876), fruto de uma alternativa industrial
ao declínio da extração de diamantes. A vila abrigou cerca de
600 funcionários de um dos mais importantes empreendimentos têxteis
no Brasil oitocentista. Quase um século depois a fábrica foi fechada,
devido principalmente à desativação do ramal ferroviário de Diamantina.
Biribiri é quase uma vila fantasma. A maioria das casas está vazia.
Mesmo assim gera motivos de sobra para uma visita. Imperdível.
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