A variação da altitude, entre 900
e 2670m, impressiona. Da cidade é possível ver os
contrafortes e as montanhas, lá em cima, com suas encostas
íngremes.
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O próprio nome Itamonte sugere, embora
não tenha relação direta com esta característica.
Vem da mistura do tupi Ita (pedra) com monte, daí
Monte de Pedra. Esta menção refere-se a um
imenso e solitário bloco de pedra no alto de um maciço,
popularmente conhecido na cidade como Picú. Ele funcionou
como ponto de referência para os primeiros exploradores
que adentraram por Minas. Bandeirantes em busca de riquezas,
especialmente o ouro, tão apreciado pela Corte Portuguesa.
As primeiras expedições datam já do
século XVI. Depois vieram os tropeiros, em seu vai-e-vem
incessante no comércio dos mais diversos produtos.
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Há poucos anos a cidade era apenas uma passagem
obrigatória para quem ia do Rio ou São Paulo para
o Circuito da águas (São Lourenço, Caxambu,
Lambari e Cambuquira), famoso pelas fontes medicinais. Esse mesmo
caminho era usado pelos tropeiros, que intercambiavam mercadorias
entre o Rio de Janeiro e o interior da província de Minas.
O carregamento de ouro também passava por ali, vindo de
Vila Rica (atual Ouro Preto), e seguia para o porto de Parati,
de onde zarpava para as terras lusitanas. O metal precioso geralmente
era escondido entre as demais mercadorias para não levantar
suspeitas e havia na Garganta do Registro - bem na divisa RJ/MG
- um entreposto fiscal para controlar e fiscalizar o montante
e recolher os impostos. Um muro de pedra com um grande portão
existia no local. Infelizmente não há mais vestígios
desta construção, restando ao visitante uma parada
para se refrescar com a deliciosa água da fonte construída
no lugar.
No sopé da Pedra do Picú, na fazenda
Engenho da Serra, repousou a Princesa Isabel, que frequentemente
viajava para o Circuito da águas. A Capela de São
Francisco de Assis, no centro da cidade, foi construída
por ordem da princesa, que doou o sino.

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