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Fotomontagem: Araçari com cachoeira 3 Quedas ao fundo
Fotomontagem: Araçari com cachoeira 3 Quedas ao fundo


Ricas. A fauna e a flora de Ibitipoca são um exemplo primoroso da adaptação de espécies aos campos de altitude. Tanto é assim que algumas delas são endêmicas, ou seja, só encontradas ali, no cenário idílico da serra. O lugar que tanto impressionou o naturalista francês Saint-Hilaire, no ano de 1822, tinha muito mais do que belas paisagens. Era e é recheado de vida, de movimento.


Bromélias, orquídeas, sempre-vivas, líquens, quaresmeiras, candeias... Muitas vezes estas belezas não são vistas pelo visitante, por estarem fora das rotas abertas para o turismo. Mesmo assim um olhar mais atento revela a sua presença, que faz a alegria de especialistas do mundo inteiro. Afinal são mais de 800 espécies botânicas. Basta dizer que vários exemplares da flora da serra foram levados para herbários em todo o planeta. O fato de algumas espécies permanecerem em pontos fechados do parque garante sua preservação da convivência perigosa com o bicho-homem. A Boca-de- Peixe, o líquen Cladonia ibitipocae, o cacto Anthocereus melaneus e a bromélia Wittrockia ibitipocensis são endêmicos.

  Bromélia

Grilo Brasileirinho

Ibitipoca é um refúgio para muitos animais, alguns inclusive ameaçados de extinção. Cerca de 210 espécies de aves vivem na área do parque, dividindo espaço com a onça parda, a jaguatirica, o lobo-guará, o porco-do-mato, a paca, coelho-do-mato... O fim de tarde é um espetáculo de sons e sensações, quando os pássaros, como os papagaios, fazem um alvoroço. O vôo esquisito dos tucanos, de árvore em árvore, confere mais cor ao poente. Os macacos formam um capítulo à parte: o monocarvoeiro (o maior das Américas), o mico-estrela, o macaco-prego, suás, o barbado etc. A Hyla ibitipoca é uma perereca descoberta no parque, que depois se provou não ser endêmica. O gafanhoto Brasileirinho, que possui uma coloração bem exótica, virou um símbolo.

Ponte de Pedra

Cachoeirinha
 

Merece destaque ainda o Peripatus acacioi, uma mistura de inseto e minhoca que mantém suas características há milhões de anos, sobrevivendo às mais drásticas mudanças climáticas sofridas pelo planeta.

O trabalho de preservação de todas estas espécies não é nada fácil. Por ter uma área reduzida, é muito comum alguns animais ultrapassarem os limites do parque, tornando-se alvo fácil para caçadores. Uma solução seria a ampliação desta área de proteção. Para perceber melhor a riqueza do parque, nada melhor que conhecimento.

Visando preparar o turista para este contato com a natureza local, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), responsável pelo parque, mantém um Centro de Informações e Educação Ambiental. Visite-o antes de se deliciar com as maravilhas de Ibitipoca.

Capa | Parques | Parque Estadual de Ibitipoca






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