Circuito do Ouro 
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As cidades abaixo fazem parte desse circuito. As marcadas já têm matéria na Revista Idas Brasil.
 
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DADOS SOBRE A JABUTICABA

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por Eustáquio Zarlei Starling de Almeida

A Fruta | Informações Técnicas | Composição
Receitas | O Festival em Sabará

A Fruta :

Árvore típica do Brasil, a Jabuticabeira (Myrciaria Cauliflora) produz frutos roxos utilizados medicinalmente e na fabricação de extratos para corante de vinhos, vinagres etc. A madeira, por ser muito resistente, é utilizada para vigamentos, esteios, dormentes etc.

A Jabuticabeira pertence à família das mirtáceas. Existem controvérsias com relação à espécie. Para alguns autores, são duas as espécies de Myrciárias: a Jabuticaba, que produz frutos pequenos e a Cauliflora, com frutos grandes. Outros ainda registram o Truncifloro. A espécie mais aceita é a cauliflora. Desta, as variedades mais cultivadas são:
PAULISTA = árvores de grande porte com alta capacidade de produção. Produz frutos graúdos, de maturação tardia.
SABARÁ = é a mais apreciada e a mais cultivada. Cresce pouco e com produção precoce de muitos frutos pequenos e doces.
BRANCA = planta de porte médio produzindo muitos frutos grandes e de coloração verde claro.
RAJADA = assemelha-se muito às duas primeiras em crescimento e produção. Tem os frutos verde-bronzeados, grandes e doces, de maturação mediana.
PONHEMA = produz frutos grandes em grande quantidade. A planta cresce mais que as outras variedades. A forma de consumo in natura é restrita, devendo ser consumidos bem maduros. É a mais apropriada para fabricação de geleias, doces e licores.

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Informações Técnicas :

CLIMA E SOLO = A planta nasce espontaneamente em várias partes do Brasil, sendo mais comum nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Adapta-se bem em vários climas, embora se desenvolva melhor nas temperaturas médias dos planaltos do sudeste. Prefere solos sílico-argilosos e os argílico-silicosos profundos, férteis e bem drenados.

PLANTIO = Deve ser feito na época das chuvas, por mudas de sementes ou enxertia. Esta última é a mais recomendada porque a produção se dá aos 5 anos enquanto que as de semente produz aos 8 e 10 anos.

ESTAQUIAS = Corta-se um galho da grossura de um pulso, com 80 cm de comprimento. Na parte inferior faz-se uma lasca em cruz, com 15 a 20 cm de profundidade; depois aponta-se esta parte. Feito isto, a parte afiada deve ser colocada na terra e cravada com uma marreta, aprofundando-se por cerca de 40 cm, até remanchar a parte superior. Nesta parte, amarra-se um papelão com matéria orgânica ou barro, fazendo a seguir uma proteção em forma de cabeça. As regas devem ser feitas duas vezes por semana, até brotar. Por volta do segundo ela florescerá. Quando os brotos estiverem bem crescidos, fazer uma poda.

PREPARO DO SOLO = Aração e gradeação bem feitas, covas de 50x50 cm. O espaçamento dependerá da variedade, ou seja: para as de porte médio, 6x6 metros e para as de grande porte 10x10 metros.

ADUBAÇÃO = A jabuticabeira prefere adubos orgânicos: as covas recebem 20 litros de matéria orgânica ou compostagem com cerca de 200 g de nitrocálcio ou sulfato de amônia, 200 g de farinha de osso, 100 g de super fosfato e 100 g de cloreto de potássio recomendando-se as culturas consorciadas, sendo as mais indicadas às leguminosas de pequeno porte. Os espaços em torno das árvores devem ser limpos. O feijão, o amendoim e a soja são as mais indicadas para a consorciação. No caso das jabuticabeiras adultas, a adubação indicada é o esterco bovino ou cama de galinha, bem curtidos na proporção de 10 a 20 litros por pé; de 3 a 6 Kg de algodão, farelo de mamona ou farinha de sangue e de 1 a 3 Kg de farinha de osso.

PRAGAS E DOENÇAS = O inimigo mais perigoso da jabuticabeira é o pulgão ceroso (Capulina Jaboticabae). Quando o ataque ocorrer, os ramos devem ser raspados e pincelados com calda sulfocálcica.

COLHEITA = Geralmente produz uma vez por ano, a partir de outubro, mas, com irrigação constante, ela pode produzir mais de uma vez. Cresce lentamente, mas quando começa, produz muito, chegando a dar de 40 a 80 caixas de 40 litros cada.

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Composição

POR 100 G :
Calorias ................. 43
Proteínas ............... 01 g
Cálcio ................... 13 mg
Fósforo .................. 14 mg
Ferro ..................... 1,9 mg
Vitamina B1 ........... 0,06 mg
Vitamina B2 ........... 0,16 mg
Vitamina C ............. 12 mg

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Receitas :

"GELÉIA DE JABUTICABA"
Em um tacho de cobre estoure uma certa quantidade de jabuticaba e leve ao fogo sem deixar ferver. Coe em uma peneira de taquara ou plástico (esprema para melhor aproveitamento). Em seguida, para cada medida de suco, adicione uma mesma medida de açúcar. Leve ao fogo (no tacho de cobre) até o ponto de geleia e condicione me vidros bem esterilizados. Observação: para saber o ponto certo, faça o seguinte : coloque em um copo de vidro até a metade de álcool puro, em seguida coloque uma pequena quantidade da geleia. Se espalhar ou misturar-se ao álcool, ainda não está no ponto. Caso permanecer como uma bola consistente, está no ponto ideal. (Nilza Starling Almeida)

"VINHO DE JABUTICABA"
Estoure as jabuticabas e coloque-as em uma vasilha de plástico tampando-a bem e deixando em descanso por cerca de 15 a 20 dias, mas antes de cobrir a vasilha, cubra a superfície do suco com açúcar. Após este tempo, coe todo o suco utilizando-se de um funil com algodão. Caso o teor de álcool (natural) esteja baixo, pode-se acrescentar a gosto, álcool de cereais a 40 graus. O líquido, no ponto certo, deve ser colocado em garrafas por cerca de 3 meses. Durante este período, sacudir um pouco as garrafas para saída do gás. Não sendo adotada esta medida, há o perigo de estourar a garrafa ou soltar a rolha, prejudicando a conservação do vinho que deve ter, na medida do possível, o teor alcoólico apenas da fruta. (Nilza Starling Almeida)

"GELÉIA DE JABUTICABAS"
Lave bem as frutas madurinhas mas não passadas. Espremer bem para tirar o caldo. Coloque 1 copo de água para cada litro de caldo. Passe pelo escorredor de macarrão. Coloque tudo num tacho de cobre bem areado com limão e sal e bem enxaguado. Para cada 5 litros do líquido, coloque 2 1/2 litros de açúcar cristal. Deixe ferver em fogo lento e quando começar a espumar, tire a espuma com escumadeira e coloque caldo de 2 limões no líquido. Tomar o ponto em um pires molhado, passando o dedo molhado pelo meio da porção do doce frio colocado no pires. Se não juntar de novo, deixando o meio limpo, está no ponto. colocar em vidros previamente limpos e tampe logo. (Vovó Zezé)

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O Festival de Sabará :

Antigamente era comum o "aluguel" de pés de jabuticaba nos quintais da cidade. Com o tempo, algumas pessoas passaram a agir de forma inadequada danificando a árvore com a quebra de vários galhos, jogando a fruta no chão e outras atitudes inconvenientes. Devido a este fato, muitas famílias foram deixando de alugar os pés e hoje poucas são as que utilizam este artifício para melhorar seu orçamento doméstico, preferindo proteger a jabuticabeira, conforme dizem.

O Festival da Jabuticaba de Sabará foi criado com o objetivo de resgatar não somente a tradição de Sabará como "terra da jabuticaba". Resgata também as receitas de vinhos, licores, geleias e outros derivados que vieram passando de geração em geração, enriquecendo a mesa de tradicionais famílias. Os produtores contam hoje com uma estrutura de barracas rústicas, instaladas na Praça de Esportes, facilitando a exposição e comercialização dos produtos. O evento tem entrada franca e ao todo são 22 barracas comercializando desde a fruta até seus derivados (vinhos, licores, geleias, picolés, chup-chup, tortas, recheios diversos, bolos, sorvetes, caipijabuticaba etc), não faltando barracas comercializando bebidas e salgados e pratos típicos. Uma Comissão Julgadora integrada por professoras de Arte Culinária estará escolhendo o melhor licor e a melhor geléia doce do festival.

Segundo os organizadores, uma das grandes dificuldades para programar o Festival da Jabuticaba está em definir a época de maior produção da fruta. Segundo o secretário de Turismo, Eustáquio Zarlei Starling de Almeida, "a primeira produção é geralmente utilizada pelas doceiras tradicionais na elaboração dos derivados, principalmente as balas, compotas e geléias já que os vinhos e licores de melhor qualidade demandam um prazo de no mínimo um ano para apurar". De acordo com o secretário, a variação climática com atrasos nas chuvas, queda ou elevação acentuada do calor, ventos fortes, influenciam de forma drástica a produção, razão pela qual torna-se difícil definir a data do Festival da Jabuticaba com grande antecedência. Uma sugestão que se faz aos visitantes para a aquisição da fruta é provar o produto antes de adquirir e procurar saber sua procedência. Com relação ao preço o que é sugerido é a pesquisa.

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