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Minas Gerais é o quarto maior estado do
Brasil, com 586.624 Km2, superior em área
à França e à Bélgica juntas. Mais
da metade de seu território tem altitudes superiores
a 600m. A montanha está intimamente ligada à
alma de seus habitantes, os mineiros, um povo altivo, contemplativo,
introspectivo e nem por isso menos acolhedor.
As serras serpenteiam por todas as direções
e suas reservas minerais são incalculáveis,
com destaque para o ferro, ouro, alumínio, manganês,
zinco, quartzo, feldspato, nióbio, níquel...
A agropecuária também tem presença decisiva
na economia mineira, principalmente com a produção
de leite e seus derivados. Agora uma nova porta se abre, o
turismo, que encontra farto material natural e cultural nas
várias regiões das Minas Gerais.
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O estado também é famoso por sua culinária
simples, curiosa e deliciosa. Tanto é assim que conquistou
o Brasil. Só para citar alguns exemplos: lombinho de porco
assado, o tutu de feijão com torresmo e linguiça,
o feijão tropeiro com couve refogada, a galinha ao molho
pardo... Não podemos esquecer os quitutes: queijo de minas,
broa de milho, doce de leite... Rica, tradicional, histórica:
assim é a cozinha mineira, cujas receitas são encontradas
em caderninhos às vezes seculares.
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Tempos Remotos
Em 1835 o dinamarquês Peter Wilhelm Lund
(1801-80), escolheu Minas como seu lugar para viver. Quis
o destino que este médico, botânico e zoólogo
se estabelecesse às margens de uma lagoa de águas
milagrosas, que eram inclusive exportadas para a metrópole
portuguesa. Na Freguesia de Nossa Senhora da Saúde
da Lagoa Santa Lund fez preciosas descobertas acerca dos primeiros
habitantes da região. Os primeiros mineiros, poderíamos
dizer.
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As muitas grutas da região, como as hoje famosas
Lapinha e Maquiné, eram pouco exploradas e não despertavam
interesse dos escassos estudiosos. Ainda sabemos pouco sobre os
homens primitivos, suas crenças e seus modos de vida. Entretanto
Lund deu sua contribuição valiosa para que a história
começasse a ser contada. Suas incursões pelas grutas
e cavernas trouxeram das sombras indícios irrefutáveis
de que a presença humana é muito longínqua.
No sítio arqueológico de Lagoa Santa estão
as segundas datações arqueológicas mais antigas
do Brasil. Lund é considerado o pai da arqueologia brasileira
por seu pioneirismo nos estudos da mastofauna pleistocência
de Minas Gerais, pelo descobrimento e estudo do "Homem da Lagoa
Santa" e por ter identificado cerca de 150 espécies
de mamíferos fósseis.
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| Falando sobre Minas
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